quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Admiração.

Admirar é um verbo que sorri. Afinal, assim como o sorriso, não tem causa analítica ou bem definida. É, por si só entendida. Que nem saudades, é auto-explicativa. É estranho usar verbo para  descrevê-la, no entanto, já que admiração é sentimento (atemporal).
Confesso. Faz tempo já quis escrever sobre ela, mas havia certa neblina no tema. A diferença é que agora aceitei a sua natureza difusa e, quero sim, propô-la como verbo, já que mantêm-se mudando.
Admirar não exige parentesco, amizade íntima ou relacionamento. Aqueles que admirei durante a vida traduzem muito o sou e o que fui, mostram a transformação que passo. Todos os dias. A verdade é que é rara a admiração constante, aquela que temos como referência por toda a vida...A não ser citemos pais, amizades raríssimas ou então pessoas inquestionáveis (como Martin Luther King).
A admiração transforma. É verbo sim, que te faz reparar em quem está do lado ou à distância por algum motivo mais nobre...Afinal, nunca haverá admiração real por alguma coisa, a não ser que represente um feito de alguém. Quando se admira, o sujeito é sempre um alguém.
A falta de admiração também demonstra personalidade. Quanto mais ligações estabelecemos com referências nos outros, maior a interação, melhor a harmonia com o meio, menor o egoísmo. Admirar é aceitar que o meio e os outros possuem características e atitudes notáveis e dignas da minha (e da sua) atenção.
Eu gostaria de ser o melhor produto dos fatores, de conviver com o que cada um tem de melhor.

Admirar é fator essencial para se receber o que há de bom. É o que quero em casa, trabalho,
...relacionamentos. Quem não admira de forma sincera não dá espaço pro outro, pras alegrias.

Desejo que todos aqueles que passarem pela minha vida sejam, de fato, dignos de admiração. Se não forem dignos da minha própria, de quem seriam?

Admiração é um tema muito mais nobre do que solidão.
Exige outra visão, outra perspectiva do amor.

By Gi Murara

domingo, 5 de dezembro de 2010

Sábado.

Não tem jeito mesmo. Sábado é Sábado porque tem jeito de Sábado, cara de Sábado, e parece que não há nada mais por vir. Domingo é um suplício, é neste dia que se vive a segunda. Por isso que digo: a segunda se vive duas vezes. Já a sexta, parece apenas meio dia. Voa.
Sábado é dia que se tem tempo, para os parques, amigos, parentes, e quem quer que seja. Sábado tem, ainda, clima de Sábado. Não importa o tempo. Se chove, é dia de cinema; se faz sol é dia de praia ou parque; se o dia nublado é dia de descanso. Porém, uma coisa é indiscutível: Sábado é dia de bar.
Nada como bons amigos, alguns desconhecidos, e aquele papo frutífero de bar sem hora pra terminar, que pode ou não sugerir engate em um cinema, balada, ou algum programa pro domingo. De fato, é no bar que sugiram algumas importantes idéias da humanidade.
Peço desculpas, porém, por não destacar aqui algumas idéias de bar que efetivamente frutificaram. Considero que nenhuma fonte é confiável neste ponto – 
     seria “vergonhoso” mencionar qualquer coisa tenha surgido “numa simples mesa de bar”.
Bobagens à parte, diz minha teoria que sim, muitas coisas foram criadas neste lugar simples e popular. Aqui – se me dão licença – gostaria de usar o mesmo tom dos criadores da Apple, fundada na simples garagem de casa.
Sendo ou não no bar, acontece que o Sábado é mesmo um dia produtivo. Sei que a frase original ligaria esta característica à segunda, mas a intenção é essa mesmo. Nada tem a ver os ternos, os termos formais e as idéias fora da caixa se não estão presentes num ambiente propício, frutífero, ou como quiserem chamar.
Sábado é uma metáfora inteligente pra uma sacada que se permite ser criada fora dos pardrões convencionais de horário, vestimenta, ou ocasião.
Em homenagem ao Sábado, cabe também dizer: 1. Deve ser respeitado como tal; 2. O Sábado chega para todos. Sim, chega pra todos, afinal, a segunda também chega pra todos e, como diz meu sábio pai, os outros “vêem o whisky que bebo mas não o suor que suo” (obviamente, vamos desviar o sentido literal).
Além disso, Sábado deve ser respeitado como tal, com certeza. Como existe um sincero desejo aqui, de se redefinir um termo – que, como vêem, é algo de que gosto muito – peço que releiam Sábado com a definição que construímos dois parágrafos acima.
Chego então, no meu ponto final.  A sua agenda deve ser suficientemente “folgada”  para que você se permita engrenar numa nova idéia ou encarar algo de forma diferente. Encaro “meus Sábados” todos os dias. Quem sabe assim, cada dia tendo um pouco de Sábado, a semana fique mais sadia, e nosso mundo, com a qualidade para tornar a vida melhor, aos poucos.
By Gi Murara